sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Abacate Roxo ( Persea americana )

ABACATE ROXO

( Persea americana )



Variedade de abacateiro antiga, o Abacate Roxo ainda é encontrado em quintais e sítios do Estado de São Paulo e de Minas Gerais. Produz lindos frutos de tamanho médio com casca vinho arroxeada, podendo ser consumidos in-natura, batidas e saladas.

Apesar de ser uma variedade interessante para o comércio, deixou de ser produzidas mudas nos viveiros há muito tempo. As vezes seus frutos são encontrados sendo comercializados em feiras livres.


Veja mais fotos abaixo:



Detalhe do fruto cortado


Tamanho do fruto


Detalhe dos frutos





sábado, 5 de agosto de 2017

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Estabelecimentos Agrícolas Marengo - Reclames do Viveirista

ESTABELECIMENTOS AGRÍCOLAS MARENGO

Reclames do Viveirista


Mudas de videiras, laranjeiras, abacateiros e jaboticabeiras dos Estabelecimentos Agrícolas Marengo, 1937.
Imagem: Coleção Gustavo Giacon

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Keisaburo Honda

KEISABURO HONDA

Estabelecido em 1926



Em 1921 o imigrante japonês Keisaburo Honda chega no Brasil a bordo no navio Chicago Maru. Em 1926 se instala no município de Mogi das Cruzes, onde aprende a fazer enxertos de árvores frutíferas e plantas ornamentais e da inicio a comercialização de flores cultivadas em torno de sua casa. Honda foi um dos pioneiros da imigração japonesa no Brasil a trabalhar na produção e comercialização de flores e plantas.

Com o decorrer do tempo, Honda transforma seu pequeno viveiro regional, em um grande estabelecimento viveirista especializado principalmente em plantas frutíferas, e em grande parte, de espécies de origem asiática, como pessegueiros, caquizeiros, ameixeiras, macieiras, nespereiras, entre outras.

Possivelmente a antiga variedade de morangos Keisaburo Honda, que chegava a produzir 100 gramas por metro quadrado, e que foi amplamente cultivada por imigrantes japoneses nos primeiros anos do cultivo do morango no Brasil, tenha se desenvolvido na propriedade do viveiro de K. Honda.

Provavelmente o viveiro de Keisaburo Honda tenha encerrado suas atividades na década de sessenta, visto que seus anúncios em jornais e revistas desaparecerem por essa época. Em 1960 Keisaburo recebeu da câmara municipal de Mogi das Cruzes o título de cidadão mogiano. Em 1978, falece aos 76 anos.

O legado dos Viveiros de K. Honda se deu por este ser o pioneiro do polo de viveiristas e produtores em torno da via Dutra, predominantemente de origem japonesa, e também um pioneiro na produção de plantas e no cultivo de espécies frutíferas de origem asiática, que até hoje são espécies altamente importantes nas culturas agrícolas brasileiras.

Algumas imagens sobre o viveiro K. Honda


Sr. Keisaburo Honda
Imagem: Biografias de Guararema-SP

Anúncio do Viveiro K. Honda na edição do Fruticultor Moderno, 1942.
Imagem: Coleção Gustavo Giacon

Referências:

  • Fruticultor Moderno por Eurico Santos, 1942;
  • Desenvolvimento da cltura do morango, acesado em 15/09/13. http://www.todafruta.com.br/noticia/11590/DESENVOLVIMENTO+DA+CULTURA+DO+MORANGO
  • História da imigração japonesa em Mogi das Cruzes, editora Mogi News, 2008.
  • Floricultura e Plantas Ornamentais, acessado em 15/09/13. http://www.lpv.esalq.usp.br/lpv0645/Historico%20da%20Floricultura%20do%20Brasil11.pdf
  • Biografias de Guararema-SP, acessado em 02/08/17. http://www.guararema.sp.gov.br/arquivo/editor/file/biografias/Keisaburo%20Honda%20-%20Escola%20Municipal.pdf

domingo, 30 de julho de 2017

Alvim Seidel - Orquidário Catarinense

ALVIM SEIDEL - ORQUIDÁRIO CATARINENSE

Estabelecido em 1906



Sendo um dos pioneiros da colonização de Corupá (ex Hansa Humboldt), Roberto Seidel chega a esta cidade em 1902. Em 1906 inicia um pequeno estabelecimento de floricultura e arboricultura, onde começa a produção de plantas ornamentais e frutíferas. Após algum tempo, inicia-se também o cultivo de algumas variedades de orquídeas.

Em 1945 o estabelecimento foi dividido entre os filhos de Roberto Seidel, sendo que Leopoldo Seidel, fica com a produção de frutíferas e ornamentais e seu irmão, Alvim Seidel fica com a produção de orquídeas e bromélias. Logo, o Orquidário Catarinense passa por uma considerável expansão.

Em 1957, falece seu Roberto Seidel, sendo que neste momento, várias Sociedades Orquidófilas do País, bem como de países como U.S.A., Áustria e Alemanha expressaram seus sentimentos e pesar pelo falecimento deste saudoso orquidófilo.

Através de seus belos catálogos ilustrados, onde eram expostas as variedades de plantas comercializadas, o Orquidário Catarinense conseguia atender clientes das mais diversas localidades do país e do exterior, em uma época onde a informação sobre orquídeas e plantas em geral, eram muito escassas.

Alvim Seidel dedicou sua vida inteira a coleta de plantas, nos lugares mais distantes e de difícil acesso do país. Mais de 100 novas espécies entre orquídeas e bromélias, foram por ele descobertas. Muitas dessas espécies foram por ele salvas da destruição, numa época em que as árvores, nas quais as plantas cresciam, eram derrubadas indiscriminadamente.

Em mais de 100 anos de tradição, atualmente o Orquidário Catarinense é comandado por Donato Seidel, e pelo seu filho Donato Seidel Junior, respectivamente 3° e 4° geração da família no negócio.

Site do Orquidário Catarinense Alvim Seidel, clique aqui;

Página do Orquidário Catarinense no Facebook, clique aqui.


Seleção de Fotos antigas do Orquidário Catarinense


Roberto Seidel, fundador do Orquidário Catarinense.
Imagem: Catálogo Geral Orquideário Catarinense 1957-1958

Vista parcial do Orquidário Catarinense na década de 50.
Imagem: Catalogo Geral Orquideário Catarinense 1968-1969

Vista parcial do Orquidário Catarinense na década de 50.
Imagem: Catálogo Geral Orquideário Catarinense 1951-1953

Vista parcial do stand do Orquidário Catarinense na Exposição do Centenário de Blumenau
Imagem: Catálogo Geral Orquideário Catarinense 1951-1953

Florada no Orquidário Catarinense
Imagem: Catálogo Geral Orquideário Catarinense 1951-1953

Seleção de imagens de capas dos antigos Catálogos do Orquidário Catarinense - Alvim Seidel


Catálogo Geral Orquideário Catarinense 1951/53.
Imagem: Coleção Gustavo Giacon

Catálogo Geral Orquideário Catarinense 1957 - 1958.
Imagem: Coleção Gustavo Giacon

Catálogo Geral Orquideário Catarinense 1959 - 1960.
Imagem: Coleção Gustavo Giacon

Catálogo Geral Orquideário Catarinense 1968-1969.
Imagem: Coleção Gustavo Giacon

Referências:


  • Catálogo Geral Orquideário Catarinense 1951/53;
  • Catálogo Geral Orquideário Catarinense 1957 - 1958;
  • Catálogo Geral Orquideário Catarinense 1959 - 1960;
  • Catálogo Geral Orquideário Catarinense 1968 - 1969;
  • Histórico, acessado em 30/07/17. http://www.seidel.com.br/site_seidel_port/historico/




sexta-feira, 28 de julho de 2017

Roselândia - Irmãos Boettcher

ROSELÂNDIA - IRMÃOS BOETTCHER

Estabelecido em 1929



Em 1929 os irmãos Hans e Kurt Boettcher imigram da Alemanha para o Brasil, e ao chegar resolveram tentar a sorte como floricultores. Nesta época a flor da moda na cidade de São Paulo era a Dália, e logo os irmãos recém chegados, resolvem investir na produção desta flor, estabelecendo assim a produção em uma chácara no bairro do Jabaquara em São Paulo. Em dois anos a produção de dálias já havia alcançado um enorme sucesso, sendo que logo foi realizada a primeira exposição de dálias; estas exposições aliadas a comercialização de mudas se transformaram no principal foco de sucesso dos irmãos Boettcher.

Entre os anos de 1933 e 1934 a Floricultura dos irmãos Boettcher transfere-se para Cotia. Foi um ano de bastante trabalho, pois neste momento além da grande produção de dálias e rosas, já havia cultivo de outras variedades de plantas e árvores frutíferas. As plantas que não puderam ser comercializadas, foram transplantadas para a nova propriedade de Cotia. Nesta ocasião a empresa mudou o nome de Floricultura Jabaquara para Floricultura e Pomicultura de Cotia.

As exposições, que já haviam se transformado em um grande sucesso, passam com a mudança de endereço a serem realizadas em cotia, porém sua primeira estreia se torna em um grande fracasso, principalmente devido à distância e às péssimas estradas que faziam a ligação de São Paulo com Cotia, sendo que nesta exposição uma única pessoa visitou a exposição de dálias.

Canteiro da Rosa n°1898, na Fazenda Roselândia. Catálogo Irmãos Boettcher, 1953.
Imagem: Coleção Gustavo Giacon
Porém os irmãos não desistem, alguns anos depois do fracasso da primeira exposição, eles reformulam os espaços da Fazenda Roselândia, criando grandes canteiros de flores de rosas e dálias. Assim, quando realizam uma segunda exposição de dálias, esta se transforma em um verdadeiro sucesso, capaz de congestionar o trânsito entre Cotia e São Paulo, e esgotar os estoques de alimentos dos restaurantes da região.

Informe da 1° Festa das Rosas da Roselândia em Cotia, 16-11-1952, Correio Paulistano.
Imagem: Coleção Gustavo Giacon
Notícias da Festa das Rosas, Catálo Irmãos Boettcher, 1953.
Imagem: Coleção Gustavo Giacon
Com este grande sucesso, nasce a ideia de criar a Festa da Rosa, sendo que em 1951, foi construído o grande prédio para abrigar a loja de plantas da Roselândia, e em 15 de novembro de 1952, é realizada a primeira Festa das Rosas de Cotia, porém sua oficialização no circuito de exposições ocorreu em 1958, quando foi inaugurada pelo secretário da agricultura do Estado de São Paulo. Neste momento, consolidou-se a maior fazenda produtora de rosas do Brasil, sendo criadas e desenvolvidas mais de 320 espécies de roseiras em seus 870 mil metros quadrados. Com isso, a cada ano milhares de visitantes vinham visitar a Fazenda Roselândia. Com o grande fluxo de turistas é criada infraestrutura para garantir acesso a fazenda, principalmente em novembro, quando todos os anos era realizada a Festa das Rosas.

Em 1971 faleceu um dos irmãos, Kurt, diretor comercial da Roselândia. Hans, o irmão e diretor técnico continuou administrando a empresa, ate Arno Boettcher, filho de Hans, assumir a empresa.

A partir do final da década de 90, a Roselândia passou por algumas restruturações, pois o mercado de rosas passou por diversas mudanças. As festas das rosas deixaram de serem realizadas, e em 2011 a propriedade foi fechada para visitação publica, e em 2014 o prédio principal da empresa, foi totalmente demolido.

Após o encerramento das vendas em sua loja, a atividade de comercialização passou então a ser feita somente pela loja virtual da empresa, que infelizmente parou as atividades em 2015.

Capa do catálogo Irmãos Boettcher, 1953.
Imagem: Coleção Gustavo Giacon

Capa do catálogo Irmão Boettcher - Roselândia, 1956.
Imagem: Coleção Gustavo Giacon

Capa do convite catálogo Festa da Rosa - Roselândia, 1968.
Imagem: Coleção Gustavo Giacon

Capa do catálogo n° 11 da Roselândia, Primavera de 1985.
Imagem: Coleção Gustavo Giacon

Capa do catálogo n° 12 Roselândia, inverno de 1986.
Imagem: Coleção Gustavo Giacon

Referências:




Limeberry ou Limãozinho Vermelho Doce - Triphasia trifolia

 LIMEBERRY OU LIMÃOZINHO VERMELHO DOCE Triphasia trifolia Detalhe dos frutos Foto: Gustavo Giacon Pequeno arbusto frutífero originário do Su...